segunda-feira, 6 de outubro de 2014

MARLEY E EU


Marley e Eu de John Grogan é a uma história autobiográfica que começa quando os recém casados John e Jenny, ambos jornalistas, mudam para a Florida e compram um cachorro, da raça Labrador, "uma bola de pêlo amarelo em forma de cachorro", que baptizam de Marley e que em poucos meses se transforma num cão de 43 quilos. 

Pessoalmente não apreciei o estilo de escrita deste livro. Existe o filme com o mesmo nome, que é, na minha opinião, bastante melhor do que o livro em que se baseia.

sábado, 4 de outubro de 2014

FELIZ DIA DO ANIMAL


Celebra-se hoje, dia 4 de Outubro, o Dia do Animal, que não deveria ser esquecido nos outros dias restantes do ano.
Passe um óptimo dia junto dos seus animais, junto dos animais de uma associação, dos de rua ou de um canil, todos precisam, cada gesto tem importância.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

MUTTS


Mutts (que se pode traduzir como rafeiros) é nome de uma fantástica banda desenhada, criada por Patrick McDonnell, em 1994; as suas tiras contam-nos as inúmeras aventuras e desventuras de diversos animais, tendo como protagonistas o gato Mooch e o cão Earl.

McDonnell inspirou-se no seu próprio cão, Earl claro está, para desenhar e escrever esta fabulosa banda desenhada. Earl morreu em 2007 com 19 anos.

Há tiras exclusivamente dedicadas aos animais que vivem nos abrigos e aos seus voluntários, é por isso mais uma razão para se ler estas magníficas tiras, recheadas de humor e de lições de vida.
O autor é membro de diversas organizações de defesa dos animais, defendendo a adopção de cães e gatos nos abrigos. É ainda membro do Conselho de Administração da prestigiada Humane Society of the United Sates.

Desta divertidíssima banda desenhada fazem parte livros como Mutts I, Mutts II - Cães e Gatos, Mutts III "Mais Coijas" ou Mutts IV - Shim. 

Na página oficial do Mutts também se podem ler e ver várias tiras (apenas em inglês) e saber mais sobre o autor.

São livros que encantam e que viciam pela sua simplicidade e graça: a não perder!

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

A PAIXÃO DE CÉSAR



A Paixão de César de Cesar Millan e Melissa Joe Peltier é um livro "obrigatório" para todos os que têm cães, neste livro, assim como na série televisiva Dog Whisperer With Cesar Millan/O Encantador de Cães, Cesar ensina-nos como melhor lidar, educar e, sobretudo, a fazer o/s nosso/s cão/ães mais felizes.

Cesar nasceu no México e foi aí que, observando os cães nas suas matilhas, aprendeu como se pode disciplinar e educar um cão, percebendo em primeiro lugar o que necessita esse cão, pondo sempre de parte a disciplina agressiva e reafirmando a necessidade que um cão tem de exercício e de um dono que deve ser um líder de matilha firme.
Cesar é muito mais do que treinador de cães, é, de facto, um encantador de cães. O seu método assenta numa peculiar capacidade de penetrar na psicologia dos cães. A fórmula de Cesar para cães equilibrados e felizes parece absurdamente simples: exercício, disciplina e afecto; por esta ordem.
Revelando aos leitores as bases da psicologia e do comportamento caninos, Cesar partilha connosco os pormenores íntimos de alguns dos seus mais fascinantes casos ilustrando, assim, como os problemas de comportamento mais comuns se desenvolvem e, mais importante, como podem ser corrigidos.

Do México, Cesar emigrou para os Estados Unidos da América onde é o mais requisitado dos especialistas em comportamento canino dos EUA, tendo como pacientes os cães de Oprah Winfrey, Nicolas Cage, Will Smith e de dezenas de outras celebridades de Hollywood. 

Caso tenha problemas com o seu cão, ou queira apenas tornar mais forte a vossa relação, este livro dar-lhe-á uma perspectiva aprofundada de como o seu fiel amigo vê o mundo e ajudará a tornar mais rica e gratificante a vossa relação.
Construa uma relação positiva e gratificante com o seu companheiro de quatro patas, este livro vai ajudá-lo a ver o mundo através dos olhos do seu cão, para que o possa amansar, corrigir vícios e maus hábitos.

Pode aprender:
- O que o seu cão precisa pode não ser aquilo que está a dar-lhe
- O instinto natural do seu cão é a chave do vosso relacionamento
- Como relacionar-se com o seu cão a um nível canino
- Não há «raças problema», mas apenas donos problema
- Todos os cães precisam de uma actividade
- Como escolher o cão que lhe convém, a si e à sua família
- A diferença entre disciplina e punição
- E muito mais!

A série televisiva O Encantador de Cães passa no National Geographic Channel e, na Sic.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

ODE AO GATO DE NERUDA

Ode Ao Gato de Pablo Neruda

Os animais foram 
imperfeitos, 
compridos de rabo, tristes 
de cabeça.
Pouco a pouco se foram
compondo,
fazendo-se paisagem,
adquirindo pintas, graça, voo.

O gato,
só o gato
apareceu completo
e orgulhoso:
nasceu completamente terminado,
anda sozinho e sabe o que quer.
O homem quer ser peixe e pássaro
a serpente quisera ter asas,
o cachorro é um leão desorientado,
o engenheiro quer ser poeta,
a mosca estuda para andorinha,
o poeta trata de imitar a mosca,
mas o gato
quer ser só gato
e todo gato é gato
do bigode ao rabo,
do pressentimento à ratazana viva,
da noite até os seus olhos de ouro.

Não há unidade
como ele,
não tem
a lua nem a flor
tal contextura:
é uma coisa só
como o sol ou o topázio,
e a elástica linha em seu contorno
firme e subtil é como
a linha da proa
de uma nave.
Os seus olhos amarelos
deixaram uma só
ranhura
para jogara as moedas da noite

Oh pequeno
imperador sem mundo,
conquistador sem pátria
mínimo tigre de salão, nupcial
sultão do céu
das telhas eróticas,
o vento do amor
na intempérie
reclamas
quando passas
e pousas
quatro pés delicados
no solo,
cheirando,
desconfiando
de todo o terrestre,
porque tudo
é imundo
para o imaculado pé do gato.

Oh fera independente
da casa, arrogante
vestígio da noite,
preguiçoso, ginástico
e alheio,
profundíssimo gato,
polícia secreta
dos quartos,
insígnia
de um
desaparecido veludo,
certamente não há
enigma
na tua maneira,
talvez não sejas mistério,
todo o mundo sabe de ti e pertence
ao habitante menos misterioso,
talvez todos acreditem,
todos se acreditem donos,
proprietários, tios
de gatos, companheiros,
colegas,
discípulos ou amigos
do seu gato.

Eu não.
Eu não subscrevo.
Eu não conheço o gato.
Tudo sei, a vida e seu arquipélago,
o mar e a cidade incalculável,
a botânica,
o gineceu com os seus extravios,
o pôr e o menos da matemática,
os funis vulcânicos do mundo,
a casaca irreal do crocodilo,
a bondade ignorada do bombeiro,
o atavismo azul do sacerdote,
mas não posso decifrar um gato.
Minha razão resvalou na sua indiferença,
os seus olhos tem números de ouro.

(Navegaciones y Regresos, 1959)

ODE AO GATO



Os animais foram
imperfeitos,
compridos de rabo, tristes
de  cabeça.
Pouco a pouco se foram
compondo,
fazendo-se paisagem,
adquirindo pintas, graça vôo.
O gato,
só o gato apareceu completo
e orgulhoso:
nasceu completamente terminado,
anda sozinho e sabe o que quer.




O homem quer ser peixe e pássaro,
a serpente quisera ter asas,
o cachorro é um leão desorientado,
o engenheiro quer ser poeta,
a mosca estuda para andorinha,
o poeta trata de imitar a mosca,
mas o gato
quer ser só gato
e todo gato é gato do bigode ao rabo,
do pressentimento  à ratazana viva,
da noite até os seus olhos de ouro.

Não há unidade
como ele,
não tem
a lua nem a flor
tal contextura:
é uma  coisa
só como o sol ou o topázio,
e a elástica linha em seu contorno
firme e sutil é como
a linha da proa de uma nave.
Os seus olhos amarelos
deixaram uma só
ranhura
para jogar as moedas da noite .

Oh pequeno imperador sem orbe,
conquistador sem pátria,
mínimo tigre de salão, nupcial
sultão do céu
das telhas eróticas,
o vento do amor
na intempérie
reclamas
quando passas
e pousas
quatro pés delicados
no solo,
cheirando,
desconfiando
de todo o  terrestre,
porque tudo
é imundo
para o imaculado pé do gato.

Oh fera independente
da casa, arrogante
vestígio da noite,
preguiçoso, ginástico
e alheio,
profundíssimo  gato,
polícia secreta
dos quartos,
insígnia
de um
desaparecido veludo,
certamente não há
enigma na tua maneira,
talvez não sejas mistério,
todo o mundo sabe de ti e pertences
ao habitante menos misterioso
talvez todos acreditem,
todos se acreditem donos,
proprietários, tios
de gato, companheiros,
colegas,
discípulos ou amigos do seu gato.

Eu não.
Eu não subscrevo.
Eu não conheço o gato.
Tudo sei, a vida e o seu arquipélago,
o mar e a cidade incalculável,
a botânica
o gineceu com os seus extravios,
o pôr e o menos da matemática,
os funis vulcânicos do mundo,
a casca irreal do crocodilo,
a bondade ignorada do bombeiro,
o atavismo azul do sacerdote,
mas não posso decifrar um gato.
Minha razão resvalou na sua indiferença,
os seus olhos têm números de ouro.

Ode ao Gato, Pablo Neruda (Navegaciones y Regresos, 1959)

ENTRA EM VIGOR A LEI QUE CRIMINALIZA MAUS TRATOS E ABANDONO


Entra hoje, dia 1 de Outubro de 2014, em vigor a Lei n.º 69/2014 de 29 de Agosto, que altera o código penal, criminalizando os maus tratos a animais de companhia.

A lei prevê que:

"Quem, sem motivo legítimo, infligir dor, sofrimento ou quaisquer outros maus tratos físicos a um animal de companhia é punido com pena de prisão até um ano ou com pena de multa até 120 dias".

Se dos maus tratos resultar a morte do animal de companhia, "a privação de importante órgão ou membro ou a afectação grave e permanente da sua capacidade de locomoção, o agente é punido com a pena de prisão até dois anos ou com pena de multa até 240 dias".

Em caso de abandono, está prevista uma "pena de prisão até seis meses de prisão ou com pena de multa até 120 dias".